Assim como o genocídio está sendo adotado abertamente como um instrumento de política e a morte em massa foi normalizada na resposta da classe dominante à pandemia, os movimentos fascistas e autoritários voltaram a fazer parte do cenário político dominante em todo o mundo.
•Declaração do Conselho Editorial Internacional do WSWS
Trump não fala apenas por si próprio. Uma parte significativa da classe dominante está convencida de estar enfrentando um movimento social massivo de trabalhadores que representa o maior perigo para sua riqueza e privilégios.
O filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, disse à imprensa que sua família não pode se responsabilizar pelas ações de seus apoiadores após as eleições, ao mesmo tempo em que seu pai diz a apoiadores que eles “sabem o que têm que fazer.”
A história dos Estados Unidos inclui hoje o fato de que o governo do país chegou perto de ser derrubado em um golpe de Estado político organizado pelo presidente, com o objetivo de abolir a Constituição e estabelecer uma ditadura personalista.
•Declaração do Partido Socialista pela Igualdade (EUA)
É necessário afirmar claramente: O massacre no domingo foi um crime político. Ele foi levado adiante por um racista e antissemita com base em uma ideologia política definida, fascista.
Poderosos setores da elite dominante do Canadá incitaram um movimento extraparlamentar de extrema direita que está hoje acampado de forma ameaçadora em frente ao parlamento nacional e comprometido a permanecer até que suas demandas sejam atendidas.
No último 6 de janeiro fez um ano desde a tentativa de Donald Trump de reverter o resultado da eleição de 2020, derrubar a Constituição e estabelecer uma ditadura.
Os chefes militares falam sobre uma possível reencenação dos eventos de 6 de janeiro em Washington protagonizada por “apoiadores radicais” de Bolsonaro.
Os democratas protegeram deliberadamente os co-conspiradores de Trump, incluindo deputados e senadores republicanos que procuraram anular as eleições e as forças dentro do estado que trabalharam com Trump para manter afastadas as forças federais.
A chegada de Eduardo Bolsonaro aos EUA em 4 de janeiro foi noticiada como uma “visita surpresa” à Casa Branca a convite de Ivanka Trump, filha do ex-presidente americano.
As tentativas de vários jornalistas de esquerda de negar que os eventos de 6 de janeiro foram uma tentativa de golpe de estado minam a resistência ao perigo do fascismo.
Este ensaio é a transcrição do discurso de abertura de David North, presidente do conselho editorial internacional do World Socialist Web Site e presidente nacional do Partido Socialista pela Igualdade (EUA), na discussão online realizada em 17 de janeiro sobre o significado do ataque fascista ao Capitólio em Washington D.C. em 6 de janeiro de 2021.
Após a invasão do Capitólio por uma multidão de extrema-direita, o NPA de classe média negou que houve tentativa de golpe e atacou os alertas sobre o golpe os chamando de “burgueses”.
As contínuas ameaças de violência de extrema-direita pelos Estados Unidos, centradas no Dia da Posse, em 20 de janeiro, devem ser levadas a sério e combatidas organizando a oposição da classe trabalhadora.
Os morenistas, liderados pelo Partido Socialista de los Trabajadores (PTS) argentino, recusou chamar o ataque ao Capitólio de um “golpe” ou “insurreição”, unindo-se ao Partido Democrata e ao DSA nos esforços de desarmar politicamente os trabalhadores.
O Partido Democrata está se unindo aos republicanos e à administração Trump para encobrir os responsáveis políticos pela violência fascista no Capitólio dos EUA.
•Declaração do Partido Socialista pela Igualdade
"Será preciso a classe trabalhadora para detê-los"
Operários da indústria automobilística, professores, aposentados e outros setores da classe trabalhadora reagiram com indignação à invasão do Capitólio americano por apoiadores fascistas do presidente Trump na quarta-feira à tarde, interrompendo à força a certificação da vitória presidencial de Biden.