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WSWS : Portuguese
GM dos EUA cortará mais 10.500 empregos até
o final do ano
Por Tom Eley
12 de outubro de 2009
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Publicado originalmente em inglês no WSWS no dia 9
de outubro de 2009.
A General Motors (GM) dos EUA anunciou na última quarta-feira
(07/10) que despedirá mais 10.500 trabalhadores até
1º de janeiro, a fim de cumprir os termos do plano de reestruturação
elaborado para a maior montadora dos EUA pela administração
do governo Obama.
A próxima rodada de demissões resulta da incapacidade
de compra e reformas anteriormente antecipadas, que "ficaram
aquém das expectativas", segundo afirmou o CEO Fritz
Henderson no mesmo dia do anúncio.
"Enquanto fecharmos plantas ou as mantivermos paralisadas,
em espera, dispensaremos os trabalhadores de forma indefinida",
afirmou aos repórteres Chris Lee, porta-voz da GM.
A GM publicizou que já reduziu sua força de trabalho
de horistas e mensalistas em 21% e 18,2%, respectivamente. Há
agora apenas 49.200 trabalhadores horistas na GM. A maior parte
dos cortes restantes provavelmente virá de cargos ocupados
por trabalhadores horistas, o que reduzirá a força
de trabalho horista da GM para cerca de 40.000. No início
da década de 1980, a GM tinha uma força de trabalho
estimada em cerca de 350.000, a grande maioria desses eram trabalhadores
horistas.
"Estamos removendo algumas dessas atividades e estamos
nos focando em superar o restante desses problemas até
o final do ano", disse Henderson.
Os trabalhadores demitidos podem ganhar cerca de 75% dos seus
salários por não mais de dois anos, através
de uma combinação de indenizações
da GM e benefícios de desemprego do Estado, segundo relatou
o Detroit Free Press.
Somente neste ano a GM fechou 575 concessionárias, indicando
mais 200 para o mesmo fim, com o intuito de cumprir sua meta para
o ano. Esses fechamentos também resultaram em milhares
de demissões. Mais concessionárias provavelmente
fecharão devido à proximidade do colapso da linha
Saturn. O recente esforço para vender a Saturn a um consórcio
de comerciantes liderados por Roger Penske caiu por terra após
a negativa da fabricante francesa de automóveis Renault.
Henderson também afirmou que prevê vendas anêmicas
de automóveis em 2010. O mercado total de veículos
novos será de cerca de 11,5 milhões, afirmou, 28%
menor do que os 16 milhões de unidades vendidas em 2007.
Em entrevista à MSNBC, Henderson também reconheceu
que a montadora ainda não lucra, apesar da sua enorme reestruturação.
Uma vez o ícone do poder industrial dos EUA, a GM foi
obrigada a declarar falência pela administração
Obama em julho e renasceu desta 40 dias depois. O plano de reestruturação
elaborado resultou em demissões em massa, fechamento de
fábricas, cortes de salários e benefícios
para os trabalhadores ativos e aposentados, a venda ou a eliminação
das marcas Saturn, Pontiac, Hummer e Opel, além da redução
drástica nas concessionárias.
Em suma, a reestruturação foi um ataque frontal
contra os trabalhadores e suas comunidades. O sindicato United
Auto Workers (UAW) foi cúmplice em todo processo, defendendo
diante dos trabalhadores que a única maneira de evitar
a falência da GM e salvar os empregos era votar a favor
de um contrato de grandes concessões, empurrado pelo sindicato
diante da falência.
Depois que o contrato foi assinado, a GM ainda assim entrou
em falência e os empregos dos trabalhadores, salários
e benefícios foram impiedosamente cortados.
[traduzido por movimentonn.org]
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